Eu estou aqui, quer dizer nem sei se estou realmente aqui!!! Estou gripada literalmente, meu corpo dói e meu nariz arde. Como eu odeio ficar gripada. Como eu odeio me sentir limitada. Como me cansa ficar parada. Pelo menos minha mente não pára... Minha imaginação fértil me permite tantas coisas... Minhas idéias pulsam... Eu posso pensar... Estou enferma, mas não estou morta. Estou aqui e ali, pois minha imaginação me leva para lugares impossíveis... Ah, como é bom sonhar!!!! Viajar, viajar, viajar... Para outros mundos... Minha mente me leva... Estou leve... Estou livre... Estou num lugar pleno, lindo, louco... louco... louco... Ah que sensação boa!!!! Sentir-se livre num mundinho só seu. Mundinho louco, mas meu!!! Estou cada vez mais leve e mais longe, longeeeeeeeeeeeeeeee... De repende, minha mente pára e num repente dou-me conta que a próxima parada não chega. Que angústia, que vontade de seguir... Mas quando dou por mim, minha mãe chega e recebo as boas vindas a realidade. Foi uma boa viajem ou um bom delírio? Não sei, mas com certeza estou de volta a realidade, que pena!!! Boa viagem para vocês!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
DiFeReNtEs InDiFeReNtEs
Diferentes homens indiferentes a tudo...
Alheios...
Indiferentes diferentes
Homens diferentes ou homens indiferentes?
Indiferentes homens passam, passam...Diferentes
Indiferentes e alheios continuam
Homens diferentes
Passam indiferentes diferentes homens neste mundo.
Soraia Monteiro
Alheios...
Indiferentes diferentes
Homens diferentes ou homens indiferentes?
Indiferentes homens passam, passam...Diferentes
Indiferentes e alheios continuam
Homens diferentes
Passam indiferentes diferentes homens neste mundo.
Soraia Monteiro
BoAs NoVas...
Boas novas, amiguinhos quanto tempo não é? Já estava ansiosa pelo nosso encontro. A semana foi corrida e não tive tempo para poder escrever algo... Nem mesmo dizer oi!!!! Mas fico feliz pelo encontro, pois a saudade torna o nosso encontro mais prazeroso. Pensei em tantas coisas para escrever... Mas resolvi que as palavras sairão livremente, os meus dedos só conduzirão os meus pensamentos, desabafos e angústias, então não estranhem seu eu escrever qualquer bobagem. Apenas, as palavras tomam o meu corpo e a minha mente pelo simples desejo de tocar as almas aflitas. Acho que todos somos almas aflitas a procura de alguém ... Almas que ansejam felicidade, serenidade, paz, amor e dinheiro!!! Sim, dinheiro para poder sobreviver a esta selva urbana. Sim amigos, dinheiro!!!! Que é vendaval, mas que sobretudo nos ajuda sair de muitos "perrengues". É claro que dinheiro não é tudo, mas sobreviver neste mundo capitalista, ele sem dúvida fala mais alto para algumas pessoas. E é aí que mora o problema, porque ele torna-se o sentido, a meta, a sua própria razão, ele é o poder. Mais o poder não é abstrato? Depende!!! O seu excesso pode ser algo terrível, até mesmo a destruição de muitas almas aflitas!!! A falta de equilíbrio ou a falta de sentido para vida pode ser fatal, que estes serem tornam-se almas desgarradas, almas repletas de ódio, ambição e indiferença. Mas porque estou falando tantas coisas? De poder principalmente? Novamente são as palavras que me tomam... Não quero ser pessimista, pois acredito que temos salvação, quero falar de amor, mas me volto para o tamanho da ambição humana, que se torna impossível não falar de dinheiro e poder, são tão próximos e andam sempre numa linha tênue...Por isso fico tão preocupada com a sua valoração excessiva. Eu quero um pouco de dinheiro sim para viver bem com qualidade, eu quero muito amor, eu sou uma alma aflita por tantas coisas... Apesar de já ter achado um pé para me esquentar nas noites de frio e para falar besteiras na praia durante o verão, eu mesmo assim quero o amor da cabeça aos pés. Eu quero paixão, tesão, a felicidade, a alegria e a batucada para os amigos e para os restantes de almas aflitas. Eu quero viver e ter a certeza que a busca não foi em vão e que um dia o meu amor foi grande o suficiente para amar plenamente todos os que passaram e passarão por mim nesta vida.
terça-feira, 5 de maio de 2009
AleGrIa
Eu vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar o novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e dançar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar eu vou te dar eu vou
Hoje tem goiabada
Hoje tem marmelada
Hoje tem palhaçada
O circo chegou
Hoje tem batucada
Hoje tem gargalhada
Riso e risada
Do meu amor
Arnaldo Antunes
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar o novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e dançar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar eu vou te dar eu vou
Hoje tem goiabada
Hoje tem marmelada
Hoje tem palhaçada
O circo chegou
Hoje tem batucada
Hoje tem gargalhada
Riso e risada
Do meu amor
Arnaldo Antunes
segunda-feira, 4 de maio de 2009
A ExCêNtRiCa FaMíLiA De AnTôNiA
Porque falar deste filme? Pois é, por quê? A Excêntrica Família de Antônia é um filme fascinante, daqueles que você se envolve de tal forma com a história... Que você acredita que faz parte dela. Mas não foi só por isso que me fez escrever sobre esta obra, sim uma obra na minha opinião. Seus temas são conduzidos com leveza, tendo como temas o feminismo, a liberdade e os valores sociais de um pequena vila provinciana sediada na Europa. Esta sociedade machista confronta com ideais vanguardistas inerentes a figura de Antônia, personagem principal. Embora Giros conduza sua direção com suavidade, os temas não perdem sua importância, além de nos permitir diversas reflexões. A saga de Antonia comporta reflexões valiosas sobre o tipo de sociedade que vivemos, visto que estamos muito distantes do altruísmo alcançados por todos os membros daquela excêntrica família, principalmente no que diz respeito à aceitação as diferenças. A história é narrada por Antonia que conta sua saga familiar atravessada em três gerações; falando de força, de beleza e de escolhas que desafiam o tempo. Nesse universo conhecemos curiosos personagens, como o filósofo pessimista, a netinha superdotada, a filha lésbica, a avó louca, o padre herege, a amiga que adora procriar, a vizinha que sofre abusos sexuais e os muitos amigos que são acolhidos por sua generosidade. Não sei se posso chamar este grupo de uma sociedade, pois todos moram na propriedade de Antônia e desenvolvem atividades pré-estabelecidas: plantação e colheita. Ou seja, as tarefas são divididas para todos do grupo. Daí vem a minha idéia de sociedade. Pode ser até pretensão da minha parte chamar de sociedade este grupo de familiares, mas a generosidade de Antonia permite que neste espaço habitado por seus entes haja o respeito e aceitação às diferenças por todos, assim como a tolerância por parte dos moradores da vila. Enfim, aqui vai a minha dica de filme, espero que gostem, está certo? Então, desejo a todos uma boa sessão e boas reflexões!!!!Ah e não se esqueçam da pipoca!!!
A Excêntrica Família de Antônia é uma co-produção européia: Bélgica, Holanda e Inglaterra, dirigida por Mallen Giros. Ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro.
A Excêntrica Família de Antônia é uma co-produção européia: Bélgica, Holanda e Inglaterra, dirigida por Mallen Giros. Ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro.
Eu sou neguinha?
Eu tava encostado ali minha guitarra
No quadrado branco vídeo papelão
Eu era um enigma, uma interrogação
Olha que coisa mais que, coisa à toa, boa boa boa boa
Eu tava com graça
Tava por acaso ali, não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg, no Bronx, no Brás
E eu e eu e eu e eu e eu
A me perguntar:
Eu sou neguinha?
Era uma mensagem, lia uma mensagem
Parece bobagem mas não era não
Eu não decifrava, eu não conseguia
Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia
Eu me perguntava
Era um gesto hippie
Um desenho estranho
Homens trabalhando, pare, contramão
E era uma alegria, era uma esperança
Era dança e dança ou não ou não ou não ou não ou não
Tava perguntado:
Eu sou neguinha?
Eu tava rezando ali completamente
Um crente, uma lente, era uma visão
Totalmente terceiro sexo
Totalmente terceiro mundo
Terceiro milênio
Carne nua nua nua nua nua
Era tão gozado
Era um trio elétrico, era fantasia
Escola de samba na televisão
Cruz no fim do túnel, beco sem saída
E eu era a saída, melodia, meio-dia dia dia
Era o que eu dizia:
Eu sou neguinha?
Mas via outras coisas: via o moço forte
E a mulher macia dentro da escuridão
Via o que é visível, via o que não via
O que a poesia e a profecia não vêem
Mas vêem vêem vêem vêem vêem
É o que parecia
Que as coisas conversam coisas surpreendentes
Fatalmente erram, acham solução
E que o mesmo signo que eu tento ler e ser
É apenas um possível ou impossível
Em mim em mim em mil em mil em mil
E a pergunta vinha:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Caetano Veloso
No quadrado branco vídeo papelão
Eu era um enigma, uma interrogação
Olha que coisa mais que, coisa à toa, boa boa boa boa
Eu tava com graça
Tava por acaso ali, não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg, no Bronx, no Brás
E eu e eu e eu e eu e eu
A me perguntar:
Eu sou neguinha?
Era uma mensagem, lia uma mensagem
Parece bobagem mas não era não
Eu não decifrava, eu não conseguia
Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia
Eu me perguntava
Era um gesto hippie
Um desenho estranho
Homens trabalhando, pare, contramão
E era uma alegria, era uma esperança
Era dança e dança ou não ou não ou não ou não ou não
Tava perguntado:
Eu sou neguinha?
Eu tava rezando ali completamente
Um crente, uma lente, era uma visão
Totalmente terceiro sexo
Totalmente terceiro mundo
Terceiro milênio
Carne nua nua nua nua nua
Era tão gozado
Era um trio elétrico, era fantasia
Escola de samba na televisão
Cruz no fim do túnel, beco sem saída
E eu era a saída, melodia, meio-dia dia dia
Era o que eu dizia:
Eu sou neguinha?
Mas via outras coisas: via o moço forte
E a mulher macia dentro da escuridão
Via o que é visível, via o que não via
O que a poesia e a profecia não vêem
Mas vêem vêem vêem vêem vêem
É o que parecia
Que as coisas conversam coisas surpreendentes
Fatalmente erram, acham solução
E que o mesmo signo que eu tento ler e ser
É apenas um possível ou impossível
Em mim em mim em mil em mil em mil
E a pergunta vinha:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Caetano Veloso
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