quarta-feira, 19 de agosto de 2009

SÓ Pra VaRIARSÓprAVaRIar

Tem que acontecer alguma coisa neném.
Parado é que eu não posso ficar
Quero tocar fogo onde bombeiro não vem
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nêle, só prá variar
Antes d'eu me confessar pro padre, neném, vou comer 3 quilos de cebola
Ver de perto o papa, ai, que luxo, meu bem
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele, só prá variar
Pena não ser burro ... Não sofria tanto ...
Essa noite eu vou dormir ... Botar as manguinhas de fora ...
Dizer que eu estou chegando, botando prá quebrar
Vou jogar no lixo a dentadura, neném.
Vou ficar banguelo numa boa
É que eu vou fundar mais um partido também!
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele, só prá variar
Diz que o paraíso já tá cheio, neném.
Vou levar um lero com o diabo
Antes que o inferno fique cheio também
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele, só prá variar

Raul Seixas / Claudio Roberto

...a CaRta...


Liberta-se e lanças ao teu universo... Chegou a hora de ser alguém... Tudo é realidade, pequena! Não chora não!!! Você já pode pousar em terra firme... São tempos de calmaria... Aproveite o dia! Hoje você é o pão e a palavra... Você ganhou asas e já pode voar sozinha! Foram tantos anos, mas parece que foi ontem! Você queria ganhar o mundo em poucos segundos... Não podia perder tempo... Até aparece que foi assim mesmo? Você gozou dos prazeres que o mundo lhe ofereceu e se esqueceu do que você havia dito para si mesma... Mesmo assim, eu te perdoo... Você me surpreendeu a cada momento, sempre com o seu sorriso... Com o último grito... Aquela voz ecoava sons da juventude, da rebeldia... Hoje te vejo passar com o mesmo nariz arrebitado ansejando novos mundos... A rebeldia não lhe falta... Apenas o universo é pequeno para tuas ambições... Quantas lágrimas foram derramadas?Alívio da dor ou da esperança? Isso nunca te faltou... Alguns caminhos foram turvos... Driblou todos... Soubeste se perder e se achar nesse mundo de fantasias... Fizeste deste mundo o seu espaço de esperança, a sua poesia, a tua apoteose, a tua verdade... A cadência dos teus passos lhe propõe novos horizontes... Siga sempre em frente, mas não esqueça das antigas estradas! Elas sempre servirão para se chegar a algum destino... Aquele abraço!
Texto: Soraia Monteiro

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AmazôNia, amaZôniAs...

(...)
“Não é difícil vermos aqui o ‘perigo verde’ substituir o ‘perigo vermelho’ e as organizações não-governamentais os ‘comunistas’. p. 169
(...)
“Assim o destino da Amazônia, particularmente daquela Amazônia real, e não aquela das imagens, dependerá do modo com que cada brasileiro for capaz de, antes de mais nada, reconhecer que a Amazônia não é desconhecida, como costuma se falar. Ao contrário, é conhecida por diferentes populações com múltiplas matrizes culturais, que forjaram suas vidas na convivência com esses ecossistemas e que, hoje, se apresentam para o diálogo político exigindo direitos e não favores; que descobriram os caminhos que lhes permitem falar com o mundo, sobretudo quando os ‘de dentro’ tentam silencia-los; que sabem, por experiência própria, que a sobrevivência de um seringueiro/castanheiro no Acre ou no Amapá, ou de uma quebradeira de coco de babaçu no Maranhão ou Tocantins, de um agrossilvicultor e de suas cooperativas em toda parte, depende de uma reforma do Estado que incorpore os ‘de baixo’ nas políticas públicas, seja pelo fortalecimento dos vínculos com o Inpa ou da Embrapa coma cultura regional, seja com o Banco do Brasil financiando a castanha ou o babaçu, por meio de cooperativas agroextrativistas, ou que a importância de óleo de mercado vegetal ou de borracha, por exemplo, não se faça em nome de uma abertura de mercado irresponsável e abstrata que ignora essas realidades.Há uma contribuição inequívoca que esses segmentos sociais trazem a todos e é necessário que afirmemos que o que está sob o perigo de extinção na Amazônia não são só as espécies vegetais ou animais mas, sobretudo, a extinção de leituras de mundo, de modos de agir, pensar e sentir.
(...)
Assim, é preciso trazer ao debate a questão da autonomia, não como idéia de território autônomo que, nesse caso, privilegia uma de suas dimensões, a geográfica, sem dúvida importante, mas que elude a outra dimensão, a esta intimamente ligada e que, também, como nos ensinam os gregos, diz respeito àqueles que se dão – auto – as próprias regras – nomos. É isso, no fundo, que queremos sugerir ao debate da/sobre e, sobretudo, com a Amazônia. Em outras palavras, que entre os que vão se dar as suas próprias regras (nomos), suas próprias normas, se inclua os que até aqui foram excluídos e entre esses, sem dúvida, estão os ‘de baixo’, os amazônidas dessas múltiplas Amazônias.” p. 169-170
GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Amazônia, Amazônias. São Paulo: Contexto, 2001.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Oh...linda!!!! OlidAAAAAAAAAA...Tô Chegando!!!

SerRadO

Se o Senhor me for louvado Eu vou voltar pro meu Serrado
Por ali ficou Quem temperou o meu amor E semeou em mim essa incrível Saudade
Se é por vontade de Deus,Valei...Valei!

Se pedir a Deus pelo meu prazer
Não for pecado
Vou rezar pra quando eu voltar
Rever todas as brincadeiras do passado Cortejar meu Serrado

E em dia feriado,Viva o cordão azul encarnado!
Eu sei, serei feliz de novo Meu povo, deixa eu chorar com você Serei feliz de novo, Meu povo, deixa eu chorar com você

Djavan 1979.

SeR CriAnça EteRnaMente...




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

CarTilha soBre AgrOecolOgia

Uma cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia teve sua distribuição impedida. A cartilha "O Olho do Consumidor", que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do "Selo do SISORG" (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.
O livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, fruto de ação movida pela transnacional Monsanto, que impediu sua distribuição. Setores do Ministério ligados ao agronegócio também não ficaram contentes com as informações contidas na cartilha. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério.
A proibição se deu por conta do item 5 da página 7 (imagem ao lado), onde se lê:
"O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies".
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, o MST se junta a todos aqueles que estão distribuindo eletrônicamente a cartilha. Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus amigos e conhecidos.
Baixar a cartilha:
www.slideshare.net/.../cartilha-ziraldo-1787509
www.mda.gov.br/saf/arquivos/0709110873.pdf