quinta-feira, 15 de abril de 2010

Palestra: O clima em Copenhague e depois

19 de abril de 2010 – 18:30
Maíra Azevedo - Bióloga

O clima em Copenhague e depois
Para maiores detalhes, ver o resumo mais abaixo.
O Café Científico é um local em que qualquer pessoa pode discutir desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos sociais. Ele oferece uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem face a face para discutir questões científicas, numa atmosfera agradável. O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade. O Café Científico ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras, às 18:30 horas. O telefone da livraria é (71)2101-8000. Informações podem ser conseguidas também no telefone (71) 3283-6568.Maiores informações sobre o café científico de Salvador podem ser encontradas em http://cafecientificossa.blogspot.com/
Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org/.
Comissão Organizadora do Café Científico:Charbel Niño El-Hani (Instituto de Biologia, UFBA. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento, UFBA), Primo Maldonado (LDM), Luana Maldonado (LDM), Marcello Soares (LDM), Fabiano de Souza Vieira (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS), Liziane Martins (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS), Nei de Freitas Nunes Neto (Instituto de Biologia, UFBA), Sidarta Rodrigues (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFBA), Valter Alves Pereira (Colégio da Polícia Militar. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS), Vanessa Carvalho dos Santos (Instituto de Biologia, UFBA), Anna Cassia Sarmento (Colégio da Polícia Militar), Yupanqui Julho Muñoz (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS.

O Clima em Copenhague e depois
Maíra Azevêdo, Bióloga

Um panorama sobre as discussões, encaminhamentos e possibilidades que vão se desenhando a respeito dos efeitos da ação humana sobre o clima do planeta e os efeitos das alterações climáticas na vida humana. Os Fóruns Climáticos pontuam a construção de um caminho, mas a ausência de uma posição arrojada por parte dos governos não condiz com a urgência exigida pela situação. Como a sociedade civil vem se organizando para mostrar seu posicionamento e levar novas idéias aos tomadores de decisão do mundo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Coração de munDÃO

Coração e alma andam sempre juntos como se um fosse uma coisa só... coisa qualquer, qualquer coisa
Lado a lado caminham inseparéveis desesperados por aconchego
Por que a todos pertencem e tudo são... qualquer... coisa qualquer
Água de cheiro, flores no altar, enfeite no cabelo
Coração mulher, moleque, inquieto tende a ser curioso, às vezes passivo
A prosa é de quem que transforma torpes emoções em grandes conflitos
Coração que há tantos hormônios lhe ateram os sentidos e ciclos mensais
Quereres diversos, palavras sobre atropelos, risos incessantes, choradeiras desatadas, ritos de passagem para fase da loba, da onça, da tigresa...
Há tantos bichos não contemplam tal natureza, incostante, de bicho qualquer...
Coisa de bicho diferente que mexe com os nervos atordoados, a flor da pele
Pele de flor, cheiro de aniz, lábios vermelhos
Tão feminino este coração se traveste de colorido para caber tudo numa coisa só
A alma não! Veste-se de carmim para atrair os dias de luar com caça farta e noite intermináveis
Coração não quer sossego, a alma não quer descanso
Quer logo vadiar, vestir sandálias douradas e colocar a fantasia
Samba, multidão, alegria desvairada...
Confusão, novidade, batucada e alegoria...
Nada de barriga vazia... Tudo aos montes...
Corpo colado, beijo molhado, abraço apertado, tudo junto, nunca separado.

Texto: Soraia Monteiro

Saudades

Amigo secreto das panteras, dezembro de 2009.

Saudades das gargalhadas, das resenhas, das maluquices, do carinho... Ah, minhas queridas o tempo passa tão rápido que os dias passam apressados... Fica no coração as lembranças e a doçura de ser amigo.

Um beijo bem grandão em todas!

domingo, 11 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Todo mundo odeia o Chris...


... Quer dizer, menos eu , hihihihiih...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tempos de CHUVA...

Chuvinha de abril, teimosa, insistente afunda a capital soteropilitana em caos... Prenúncios de um outono molhado! Chuva frontal daquelas que te deixa todo ensopado, o corpo gelado e o bico do peito arrepiado. Poças e lamas retratam a cidade que em dias de chuva não consegue se conter. Buracos tomam toda cidade adquirindo extensões assustadoras sem grandes soluções... a cidade fica orfã de pai e mãe. O lixo vai junto a correnteza... a água busca caminhos para seguir e cumprir sua função... infiltrar nas raízes das plantas, perfilar as encostas, alimentar lençóis freáticos, os animais, os vegetais... dar a vida a quem precisa, sobretudo permitir a continuidade do seu ciclo. Embora aqui o ciclo venha se quebrando há muito tempo... solo nu, exposto, sem cor... sem plantas nem raízes... há somente uma água que escoa sobre as encostas sedimentares de Salvador... Levando muito lixo e muita dor. Encostas estas, habitadas por pessoas pobres que por falta de opção se arriscam em áreas de risco. Seres que temem a previsão de mais chuva porque talvez naquele dia, o dia vire noite e a casa não seja mais casa. A chuva para estes seres não tem muita graça, pois não traz notícia boa não. Há somente a dor, a saudade, o silêncio e muito lamento. Só se vê gente chorando dizendo:- Lembra de seu fulando? Morreu junto com a casa. Quem será da próxima vez? Eu aqui do alto vejo um céu nublado, cinza, sem vida... Vejo pessoas passarem apressadas com seus guarda-chuvas a tira colo... carros, buzinas, extensos engarrafamentos... Vejo corpos contidos, cobertos e em movimento... Aflição ao olhar esta paisagem através da janela... Aflição de sentir um fervor que me toma repentinamente os sentidos... Queria estar na chuva... Brincar, bailar, molhar meu corpo com essa chuva de outono... Limpar a alma... Tomar banho de chuva como se tivesse acordado de um sonho molhado... Por que não é uma chuva qualquer é uma chuva de outuno que nos acompanha na manhã de quinta-feira... embora saiba que a minha estupidez me fez pensar em beleza e poesia... A sonhar com um banho de chuva e a cidade a borbulhar em problemas... em desgraças... só queria dar a chuva um pouco de beleza, mesmo que a tristeza acompanhe as notícias da cidade... Não podemos culpar a chuva, devemos brigar por uma cidade mais justa, em quê as histórias trágicas sobre tempos de chuvas não sejam mais capas de jornais, apenas lembranças amargas que não queremos reviver.
Texto: Soraia Monteiro

domingo, 4 de abril de 2010

Guerra ao Horror

Lamento aos que gostaram, mas o filme guerra ao terror me parece uma planfletagem cinematográfia! Sim, senhores... assistir este filme que vos falo me custou horas, minutos e segundos de muita angústia! Sofri, mas aguentei até o final... Queria superar o meu próprio limite, pois o filme é lento, tem um roteiro sem graça e uma história nada surpreendente... Somente faz auto-promoção para indústria bélica americana... Alguma dúvida? Se algúem tem creio que isto seja grave, porque engolir a velha história de que soldados americanos ocupam países como Afegaganistão, Irã, Iraque, Paquistão para lhes dar a tal liberdade ocidental é mais uma piada sem gosto que cansamos de ouvir e que muitos de nós aceita como um axioma. Então, pouco me importa se Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a ganhar um troféu para direção de um longa metragem, o que muda? Nada! Mais um filme publicitário sobre a guerra, neste caso ao terror temido pelos norte- americanos, bom enfatizar. Isso não nos é desconhecido, mas o cinema há muito tempo atende a política de guerra. Como veículo de informação ele pode traduzir o pensamento do grupo que o financia, assim como, neste caso do qual teço algumas críticas. Vejamos, a arte cinematográfica da Alemanha nazista (1933-1945) utilizada para a propagar o regime nazista e utilzado como uma arma vital na dominação do governo sobre seu povo. O cinema foi significativo ao atigir o imaginário da população refletindo hábitos positivos sobre o regime, seja por meio da ordem ou da informação. Tudo foi calculado, planejado, intencionalizado e os cineastas da época foram brilhantes. A escolha de cada cena atendia a um propósito tendo o jogo de luzes e sombras a seu favor, os planos, os movimentos de câmara e os ângulos de tomada, o uso de recursos técnico-artísticos como a cenografia, a fotografia, o vestuário, a decoração, a música, a dança, a pintura e os truques, eram feitos com excelência; adequados para divertir o público, as grandes massas e, ao mesmo tempo, propagar o sentimento nacionalista e o heroísmo. Mexer com o sentimento nacionalista foi um grande trunfo, ainda mais para a Alemanha, naquele período. Por isso, os temas eram trabalhados de forma que atendesse as expectativas do povo, ou seja, que o inconsciente alemão achasse natural o arianismo, a pureza de sangue e a superioridade da raça. Para isso Hitler não teve limites... Sua figura era exposta como o messias, o salvador das massas oprimidas, visto sempre do alto em cenários suntuosos lhes dando a idéia de heróico, forte e sublime. Assim, ficava mais fácil dominar o povo... através de slogns estereótipados carregados por ideais dogmáticos. Não fica difícil entender por que Hiltler convidou a atriz Marlene Dietrich para protaginozar filmes pró-nazistas, embora a mesma tenha recusado o convite. Era preciso alcançar as massas a qualquer custo! E o que vemos em guerra ao terror é algo muito parecido... É a tecnologia dando o ar de sua graça, em favor do poderio belíco e a "sutileza" americana que em prol da salvação combate o terror. Novamente as imagens me veem a mente, mais mensagens e o filme volta a rodar... Carregado de ideais, significados e intencionalidades... Nada é novo!Precisei ir muito longe para fundamentar meu posicionamento, pois somente desta forma estarei segura de que não estou fazendo a crítica pela crítica, mas sim uma reflexão pertinente ao tema e aberta para discussão!
Texto: Soraia Monteiro
Abraços saudosos em todos e tenham uma boa páscoa!